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Técnico

ARLA 32 e sistema SCR: como funciona e onde costumam aparecer os problemas

18 de setembro de 2026 · 3 min de leitura

ARLA 32 e sistema SCR: como funciona e onde costumam aparecer os problemas

O SCR reduz o NOx do escapamento com ureia. Veja os componentes, o papel do sensor de NOx e os pontos que mais merecem atenção no diagnóstico.

Introdução

Quando o Brasil adotou a fase P7 do PROCONVE, equivalente ao Euro 5, a partir de 2012, os caminhões a diesel passaram a contar com um aliado do meio ambiente — e uma nova fonte de chamados para as oficinas: o sistema SCR com ARLA 32.

Como o sistema funciona

O ARLA 32 é uma solução de ureia a 32,5% em água. Não é tóxica nem explosiva e é classificada como fluido de baixo risco no transporte. Ele fica em um reservatório próprio, que deve ser reabastecido em média a cada 3 a 5 tanques de diesel.

  1. Uma bomba envia a solução para a válvula dosadora.
  2. A central calcula a dosagem a partir das informações do motor.
  3. O ARLA é injetado no duto de escape.
  4. No catalisador SCR, o NOx é convertido em nitrogênio comum e vapor de água.

O sistema só entra em operação quando o escape atinge a temperatura necessária.

Componentes que merecem atenção

  • Bomba de ureia e unidade dosadora
  • Sensor de temperatura e nível do reservatório
  • Sensores de temperatura antes e depois do catalisador
  • Sensor de NOx com sua unidade de comando
  • Sistema de ar comprimido e rotina de purga (limpeza)

O papel do sensor de NOx

O sensor de NOx monitora a concentração de óxidos de nitrogênio nos gases de escape para garantir que as emissões fiquem dentro do limite. Ele funciona de modo parecido com uma sonda lambda de banda larga: usa um corpo cerâmico, células que bombeiam oxigênio e um aquecedor integrado para atingir rápido a temperatura de trabalho. A unidade de comando calcula o valor bruto de NOx e envia o sinal digital pela rede CAN ao módulo do SCR e à central do motor.

Aplicação prática

  • Confirme o nível e a qualidade do ARLA antes de qualquer teste.
  • Consulte os códigos de falha dos módulos de SCR e do motor.
  • Verifique alimentação, aquecimento e comunicação do sensor de NOx antes de trocá-lo.
  • Inspecione a unidade dosadora e as linhas.
Dica: falha de SCR não é falha de injeção, mas costuma limitar a potência do motor. O cliente sente como “problema no motor”.

Conclusão

Quem entende o SCR atende uma frota que cresce a cada ano e se posiciona como especialista completo em diesel moderno.

No diesel atual, conhecer a eletrônica e o pós-tratamento é parte do diagnóstico.

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